Capítulo Único

domingo, 18 de dezembro de 2011





Capítulo Único



Eu não posso acreditar que eu deixei Nessie escapar, eu não posso lidar mais com isso. Os olhos em lágrimas, o coração na mão e ela se foi. Deixei-a escapar... A culpa é toda minha.

Todos podem me culpar por isso. Eu sou mesmo um grande idiota, fazer uma menina linda chorar... Fazer uma menina linda desacreditar... Fazer amor diversas vezes e dizer que é apenas sexo. Isso não começou certo.


Início do Flash Back

— Jacob, eu amo você!

Eu definitivamente não estava pronto para corresponder a tanto amor a tanta admiração, principalmente dela... Como eu explicaria isso a alguém, não posso me apaixonar! Não faz sentido.

— Eu não estou pronto para isso, Nessie!

— Tudo bem, eu não me importo... Por enquanto!

— Eu nunca estarei pronto para isso. Eu não quero mais ver você!

— Por quê? Só porque eu amo você?

— Só por isso não, por TUDO isso!

— O que você esta fazendo comigo? O que você esta fazendo com nós dois? A partir do momento que eu passar por aquela porta eu nunca mais quero ver você! É isso mesmo que você quer? — As lágrimas a perturbavam e as palavras saiam aos sussurros, sussurros que muitas vezes ouvi em nossos momentos chamando meu nome.

— Você sempre soube que eu não me apaixono por ninguém!

— Eu não estou pedindo nada a você Jacob Black, apenas falando sobre o que eu sinto.

— Saia daqui!

— É a ultima vez que vou perguntar... É isso mesmo que você quer?

— Exatamente isso!

— Adeus!

E ela as virou para nunca mais voltar.

Final do Flash Back


As idas para as aulas sem os olhos dela me observando a cada passo que eu dava se tornava perturbador. Eu procurava os olhos caracteristicamente esverdeados, mas ela não ia mais as aulas.

Mesmo que eu nem falasse com ela durante as aulas, que nem ao menos eu desse um “Bom dia!” ela me seguia com seus olhos, ela podia ter qualquer um, mas ela me escolheu. Ela era a mais inteligente a mais bonita a mais simpática e eu era o que? O idiota, o grosseiro!

Com o mundo em suas mãos ela me escolheu e o que eu podia dar em troca? Uma cabana para ela morar, ela teria alergia até aos meus lençóis mais caros. Filha de pais ricos não sabia o que era sofrer... Definitivamente amor não bastava.

Eu deveria ter dito orgulhosamente o quanto eu a amava!

Sim eu a amava! Amava mais do que tudo... Mais até do que eu conseguiria explicar, e desde a primeira vez que eu a vi. Sorrindo, cabelos ao vento eu me apaixonei e abri as portas para a tragédia da minha vida.


Início do Flash Back

Primeiro dia do semestre era sempre a mesma coisa, quase não havia aulas, era mais para alunos novos. Fiquei encostado no corredor vendo as novatas, não tinha entrado ninguém interessante.

Foi quando a vi pela primeira vez. Uma garota de costas, ela tinha cabelos bronze um tipo de cor única. Deveria ser seu primeiro dia, eu nunca vi andando pelo campus uma menina com cabeços dessa cor, ela andava com a cabeça abaixada deveria está olhando seu horário.

Primeiro dia deveria esta sendo difícil para ela. Ela estava seguindo para a aula e eu a observava, ela atava de costas e eu tinha visão apenas do cabelo, de cor bronze.

E tudo aconteceu muito rápido, um estranho vento fez uma das janelas do prédio abrir e o papel que estava na mão dela voou e ela se virou rapidamente para pegá-lo ainda no ar, mas a como em um filme o papel com os horários dela veio parar nos meus pés. Toda atrapalhada ele veio correndo pegar e parou cara a cara comigo.

Ela é linda! Encantadoramente linda. Eu nunca tinha encontrado uma garota tão linda, nenhuma outra que eu já peguei, olhe que não foram poucas, chegava nem aos pés dela. Os olhos verdes provocantes, o rosto doce. Ela é perfeita. Ela mordia o lábio inferior, não de uma forma provocante, de uma forma natural como se ela fizesse sempre isso.

Eu precisava dela, era a única coisa que eu conseguia pensar. Eu precisava dela. Ela precisava ser minha. Eu nunca quis tanto alguém assim, eu não entendia meus próprios sentimentos... Como se algo tivesse mudado dentro de mim.

Ela me olhava com os olhos acesos, um brilho encantador. Eu não sabia muito bem definir o que era, mas ela me olhava de uma forma encantadora. É como se um caminho tivesse se aberto para mim bem diante dos meus olhos.

Eu a encarava e ela a mim, eu não tinha dito nada, ela deveria pensar que eu sou um idiota. Eu não sabia exatamente o que dizer, nem sabia se precisava dizer alguma coisa. Balancei minha cabeça para afastar os pensamentos e abaixei para pegar o horário dela.

— Acho que isso é seu! — falei.

— É... Eu... Acho... — Ela parecia nervosa. — Obrigada!

— Não tem de que.

Ficamos um tempo em silencio. Eu não conseguia desviar os olhos dela, mas também não conseguia falar nada. Nunca foi tão difícil puxar uma conversa com uma garota.

— Eu acho que já vou — falai e me virei.

Claro um grande ato de inteligência dizer que estava indo embora para puxar uma conversa.

— É... ­Será... — ela começou a falar, mas quando eu virei, ela parou.

— O que disse?

— Será que você pode me ajudar? — ela falou corando. Ela estava tímida, lindamente tímida, encantadoramente tímida.

— Claro, o que você precisa? — Tentei parecer simpático.

— Não sei onde fica minha sala, será que pode me indicar a direção?

— Posso ver seu horário?

— Claro! — Ela me entregou o papel.

— Você esta no corredor errado.

— Eu sabia que tinha alguma coisa errada. Sabe me dizer qual é?

Ela estava querendo sair, mas eu não estava pronto para deixá-la ir, não agora não assim!

— Vem me acompanha eu te levo lá.

— Obrigada! — Ela deu um sorriso tão lindo que eu tive que sorrir para ela.

Fomos andando em silencio, parecia que a faculdade inteira tinha parado para nos encarar. Eu podia ouvir o comentário das meninas, com inveja dela, seria difícil ela ter uma amiga, mas se ela precisasse de mim eu estaria lá.

— Sua sala — falei na porta da sala dela.

— Ah obrigada! — Ela sorriu para mim.

— Não por isso — falei.

Ela se virou para entrar na sala, mas eu não podia deixar, eu precisava descobrir mais sobre ela. Será que ela tinha alguém?

— Sou Jacob — falei na esperança que ela me falasse o seu nome.

Ela se virou para mim sorrindo.

— Sou Renesmee, é um prazer conhecer você — ela falou sorridente.

E não demorou muito para eu ver que ela era demais para mim, logo mais na saída pude ver o carro que ela usava... Uma Ferrari, último modelo, amarela. Meu deus, onde se conseguia um carro desses? O seguro desse carro deveria ser muito mais caro do que tudo que eu poderia juntar na minha vida, se é que alguma seguradora cobria um carro desses.

Final do Flash Back


Lembro, como se fosse hoje, tanto o dia que nos conhecemos como o dia do nosso primeiro beijo. O dia que eu tive a certeza que nunca mais existiria ninguém para mim.


Início do Flash Back

Estava sendo um dia monótono para mim, resolvi andar um pouco na praia para me distrair. Fiquei andando ao longo da orla até ver uma pessoa sentada sozinha olhando o mar.

À medida que fui me aproximando vi uma cor bronze nos cabelos, eu sabia exatamente de quem se tratava. Ela estava cheia de casacos, o frio estava mesmo forte.

Ela estava sentada na areia de frente para o mar, joelhos flexionados e os cotovelos apoiados nos joelhos e de vez em quando as ondas viam e molhavam um pouco suas botas. Ela estava tão sozinha que tive a impressão que eu estava certo desde o inicio quando disse que seria difícil para ela arrumar amigas.

Fiquei a observando na duvida se me aproximava ou não, ela me olhou de repente e sorriu e, involuntariamente, eu sorri, ela tirou os fones de ouvido.

— Oi Jacob! — ela falou um pouco mais animada.

— Oi Renesmee! — Sorri para ela. — Fazendo o que aqui sozinha?

— Nada de mais.

Andei até o lado dela e sentei.

— Hoje está muito frio para ficar na praia — constatei.

— E o que você faz aqui? — ela perguntou divertida.

— Ah, bem... Estou dando um tempo.

Eu precisava saber se ela estava se sentindo sozinha, precisava perguntar, mas não podia fazer isso diretamente se não ela perceberia o meu interesse e se afastaria de mim.

— Você esta aqui tão sozinha. — Tentei uma conversa.

— Em todos os lugares dessa cidade eu estou sozinha.

— O que quer dizer?

— Acho que dei um tiro no próprio pé quando pedi para você mostrar a minha sala.

— Porque diz isso? — perguntei sem entender a linha de raciocínio dela.

— Bem... As meninas não falam comigo — ela falou abaixando a cabeça e corando. —, só a Emilie.

Será que ela pensava que era por minha causa que as meninas não gostavam dela? Que absurdo!

— Acha que é por minha causa que elas não falam com você?

— Metade das meninas da minha sala acha você maravilhoso e a outra metade acha o homem mais bonito do mundo... Assim fica difícil. — Ela corou ainda mais, ficando cada vez mais bonita.

Tive vontade de perguntar em qual grupo ela se encaixava ou se ela se encaixava em um terceiro “Jacob é um idiota”, mas eu não podia, iria assustá-la.

— Não é por minha causa Renesmee!

— Porque seria então? O que eu fiz em um mês para todas elas ao mesmo tempo? — ela perguntou.

— Você é bonita demais! — disse tão espontaneamente que nem eu mesmo esperava e logo após fiquei um pouco envergonhado.

— Hã? — Ela corou ainda mais e pareceu confusa.

— Elas não gostam de você porque tem inveja, não é por minha causa. Acredite! — falei sorrindo para ela.

— Obrigada, eu acho — ela falou confusa.

— Você é bonita demais e isso assusta sabia? — perguntei divertido.

— Você tem medo de mim? — ela perguntou confusa.

— Não. Não é nada disso! É só que...

— É só que...? — Ela queria que eu continuasse.

— Intimida, essa é a palavra.

— Eu intimido você?

— Eu confesso... Um pouco. — Dei um sorriso envergonhado.

Eu conseguia sentir perfeitamente o cheiro dela o vento espalhava-o pelo ar era como rosas, mas não era doce e enjoado era um cheiro gostoso como de flores do campo. Ficamos em silencio por um tempo.

— Seu nome tem alguma historia? — perguntei curioso sobre ela.

— É a junção dos nomes das minhas avós Renée e Esme então ficou Renesmee — ela falou sorridente como se a agradasse.

— “Nesmee”... “Ness”...

— O que você esta fazendo? — ela perguntou confusa.

— Eu gosto de Nessie — falei animado com o novo apelido.

— Eu gosto de Nessie também, mas o que esta tentando fazer?

— Nessie combina com você.

— Claro que combina o mostro do lago Nessie, eu assusto as pessoas... Perfeito! — ela falou um pouco divertida.

— Eu sou um idiota, não sei nem conversar direito...

— Eu gosto de Nessie, Jake eu estava brincando com você — Ela tinha criado um apelido para mim!

Ela olhou nos meus olhos, era a primeira vez, desde que nos encontramos no primeiro dia, que ela fazia isso. Os olhos verdes eram lindos e me chamavam, me encantavam era com um feitiço.

Eu não conseguia desviar os olhos dos dela, estava a ponto de agarrá-la ali mesmo sem dizer mais nada, mas eu tinha medo de feri-la de alguma forma, ela poderia não gostar. Fiquei olhando nos olhos dela até que ela abaixou a cabeça para esconder que havia corado.

— Nessie? — Coloquei a mão no queixo dela e virei o rosto dela para mim.

Ela não falou nada, apenas ficou me olhando.

Fiquei segurando o rosto dela, estávamos muito perto um do outro. Antes que eu pudesse desistir coloquei minha mão na nuca dela e cheguei mais perto senti o cheiro muito mais forte, eu estava encantado por ela.

Ela tocou o meu antebraço e eu a beijei. O beijo começou calmo e aos poucos eu fui colocando a mão na cintura dela e a puxando mais para mim, tive medo dela não gostar, mas ela colocou a mão na minha nuca.

Ela estava correspondendo ao meu beijo, correspondendo ao meu toque e ficando cada vez mais perto de mim. Ela estava correspondendo a tudo, então ela queria também.

Senti tantas coisas estranhas, sentia que era esse o beijo que eu queria levar comigo para sempre. Eu sentia que ela tinha que esta ao meu lado de qualquer forma e ela era o meu caminho.

Aos poucos o ar foi faltando tanto para mim quanto para ela, eu tinha que soltá-la. Eu não queria me desfazer desse beijo, mas o fiz. Foi o beijo mais incrível que eu já havia dado, tudo nela era especial. Segurei o rosto dela junto ao meu e aos poucos ela foi abrindo os olhos e recuperando o fôlego.

Final do Flash Back


Desde o nosso primeiro beijo eu sabia que ela era a mulher da minha vida, mas não conseguia admitir isso nem para mim mesmo. E mesmo assim eu a magoe quando ela disse que me amava, eu era um covarde.

E mesmo sendo a pessoa mais idiota que ela já teve o desprazer de encontrar, ela me perdoou... Perdoou de coração aberto de alma limpa, me recebeu de braços abertos.


Início do Flash Back

Eu estava estagnado em minha cama, mal conseguia me mover depois do que fiz com Nessie, mas eu tinha que aceitar minha própria idiotice. Eu não tinha o que oferecer a ela e isso era um fato.

Fui andando até a beira do penhasco, eu sabia que ela estaria lá, sentada, sozinha e triste. Era o lugar preferido dela, para pensar.

— Nessie! — falei com a voz rouca.

— Jake! — ela falou sem nem me olhar, apenas reconheceu minha voz.

Ela me olhou e eu não entendia muito bem o sofrimento dela, ela deveria esta morrendo de raiva de mim por não aceitar o amor dela e não sofrendo.

Ela se levantou e veio para perto de mim. Ela me olhou nos olhos, como fazia quando queria alguma coisa. E eu faria, eu sempre fazia tudo por ela.

— Eu sei que você não sente nada por mim — ela falou e deu de ombros —, não me importo muito.

Como eu queria não sentir nada por ela, como eu queria me afastar.

Sem pensar muito envolvi meus braços em sua cintura e puxei o corpo dela para mim, tirei com facilidade ela do chão, ela envolveu o meu pescoço com os braços e ficou com o rosto colado ao meu. Fazia um mês que eu não a abraçava, eu estava morrendo de saudade.

— Perdão Nessie, perdão — falei quase chorando.

— Tudo bem Jake.

Final do Flash Back


Como não amar alguém assim?

Eu devo ser mesmo um cretino... Reincidente... Errar uma vez é natural, mas errar duas vezes é burrice... Burrice reincidente! A história do Burro e da Princesa, nunca se tornaria um conto de fadas.

Traição é imperdoável, ainda mais com alguém que tanto tentou me amar. Imperdoável, inaceitável... Eu sou mesmo um cretino que joguei toda a minha felicidade no lixo junto com a saída de Nessie.


Início do Flash Back

— Jake! — Nessie falou enquanto entrava correndo na minha casa.

Joguei a vagabunda que estava em cima de mim para o lado, mas a cretina nem para colocar uma roupa por cima, eu fiz Nessie ter a pior visão da sua vida, uma vagabunda pelada ao meu lado.

— Eu não deveria tentar fazer surpresas... Quem levou a surpresa fui eu! – Eu podia sentir a tristeza nas palavras dela e ver as lágrimas caindo. Eu a machuquei pela segunda vez, sem dó nem piedade.

— Quem é essazinha, gostosão? — a voz da vagabunda me deu ódio.

— Podem voltar ao que faziam, acho que eu atrapalhei algo! — Nessie saiu correndo sem eu, ao menos, me desculpar.

Final do Flash Back


Ela deveria saber quão cretino eu sou, mas ainda assim ela me amava sem pedir nada em troca... Amor apenas amor! Trair a menina mais linda de todas, trair com alguém muito pior que ela... Eu tinha feito a pior burrice.

Perdi a mulher da minha vida por escolha própria, sou um idiota que não merece nada que venha da Nessie... Nem mesmo a pena... Ela precisa ignorar a minha existência! Eu sou um verme, inútil que só trouxe problemas para ela.

Amor... Será que só o amor basta?

Se basta ou não eu nunca descobriria, esses são meus últimos pensamentos. Nessie não merece sofrer ainda mais... Ela precisa tomar um rumo em sua vida e me deixar para trás, é assim que deve ser! Ela merece encontrar algo melhor, ela precisa de algo melhor.

De uma vez por todas eu sairia da vida dela, sairia da melhor forma possível... Para nunca mais voltar!

Eu não sou forte o bastante para me manter vivo e longe dela, e muito menos, me manter vivo e nunca mais procurá-la. Para mim só restava uma solução... A morte.

A morte é a única coisa que me resta... Nessie finalmente poderia me esquecer e continuar a viver, o grande problema da vida dela morreria.

As lágrimas a principio seriam inevitáveis, mas com o tempo a cicatriz iria se fechar e ela, finalmente, poderia dar espaço à outra pessoa, sem minha presença diária seria muito mais fácil.

Com um vidro inteiro de antidepressivos na mão entornei o para minha boca, uma dosagem fatal certamente. Comecei a sentir minha consciência de esvaindo e fechei os olhos para esperar minha morte.



[~X~]

                                                                        

Eu sentia dor, muita dor... Abri os olhos pesados, parecia que uma tonelada os prendia assim. Ao abrir encarei olhos esverdeados e preocupados me olhando.

Minha cabeça doía, meu corpo doía... Isso não pode ser o céu, tampouco o inferno já que a dona dos olhos era um perfeito anjo.

— Qual era o seu objetivo? Queria que eu me matasse também? — falou com uma voz cheia de autoridade que eu raramente ouvia.

— Nessie?! — Doía muito falar, minha voz quase não saiu. — Como eu vim parar aqui?

— Eu senti uma coisa estranha e fui a sua casa... — ela falou envergonhada. — Quando eu cheguei você estava desmaiado então eu chamei a ambulância — ela falou preocupada.

— Ah — disse simplesmente para evitar a dor.

— Você é um grande idiota.

— Eu sei que sou, sempre fui! — Forcei minha voz a sair, a base de muita dor.

— Você é um grande, grande, grande idiota... Você cometeu uma idiotice colossal! Como você foi capaz? Queria o que? Você tem sorte de não ter morrido! — a voz doce e cheia de autoridade.

— Eu apenas... — Tentei explicar.

— Apenas o que? Apenas queria se matar, apenas queria que eu me matasse, apenas destruir a felicidade dos que gostam de você... Apenas o que Jacob?

— Apenas queria sair da sua vida... — falei com pesar.

— Ah... — Os olhos esverdeados ficaram mais tristes do que já estavam, ela tinha entendido errado a minha frase.

— Não... — Ela me interrompeu.

— Bem... Já que é assim, eu vou sair da sua vida de uma vez por todas. — Ela me deu as costas e foi em direção a porta do quarto.

— Não é isso... — Forcei minha voz antes que ela saísse do quarto. — Espera! Você me entendeu mal. Eu queria sair da sua vida porque você merece alguém muito melhor que eu, eu sou um idiota, você deve encontrar uma pessoa melhor que eu... E bem... Se eu estivesse vivo nunca conseguiria manter distancia de você. — disse sentindo dores por todo o meu corpo.

— Você deve ser o maior idiota desse mundo! — ela falou quase contente.

— Eu sei que sou, mas eu realmente gosto de você.

— Você queria se matar por minha causa, porque não iria conseguir se afastar de mim e não consegue dizer nem que me ama?

— Você sabe dos meus sentimentos.

— Eu sei, mas você é tão idiota que não consegue nem falar. ­— Eu quase via um sorriso nos lábios dela.

— Estou me sentindo pressionado.

— Estou sentindo que eu estou dando mais uma chance para um colossal idiota.

Comecei a me sentar na cama, mas a dor era forte e depois de muito esforço consegui, meu corpo todo doía, meu estomago estava vazio, mas eu sentia um enjôo forte.

Nessie se aproximou de mim e ficou me olhando nos olhos.

— Você é um grande idiota mesmo, nem consegue falar o que sente por mim... Mas acho que eu sou muito mais idiota, você sabe que sempre terá uma nova chance. A dor que eu sinto quando você me fere é incomparavelmente menor que a dor que eu sinto quando estou longe de você. Eu sei que você me ama e você sabe que sempre terá uma nova chance, mas a partir de agora Jake suas chances acabaram... Essa é sua ultima chance, quer arriscar? — a autoridade nas palavras dela era evidente, ela estava falando a verdade, ou se esforçando para acreditar nisso.

— Eu não preciso de outra chance... Só quero que saiba que eu nunca vou poder te oferecer o que os seus pais te oferecem todo o luxo, toda a vida boa.

— Eu não preciso disso... Eu não preciso de nada disso!

— O que você precisa?

— Só preciso de você... Só você me faz feliz.

— Quer casar comigo? Prometo deixar de ser o idiota de sempre e ser seu... Só seu!

— Acho que os remédios fizeram mal a sua cabeça.

— Eu estou desfazendo a bagunça que eu fiz.

— Que bagunça?

— Eu amo você, e isso era o que eu deveria ter dito desde o principio.

E como se nunca tivéssemos nos beijado antes, era como se fosse nosso primeiro beijo. Ficaria ao lado dela o quanto ela me quisesse ali, até quando ela me agüentasse... Minhas imperfeições eram muitas, mas eu não poderia negar o amor, eu não poderia viver longe dela.

E como em um passe de mágica, como se ela fosse meus analgésicos, a dor do meu corpo passou... Ela era o melhor remédio para mim.

Puxei-a para sentar-se no meu colo e ela fez, deitando se aos poucos na imprensada cama de hospital, eu a guiava cuidadosamente para que ela não caísse e aos poucos fui ficando por cima dela, ela gostava que eu ficasse assim. Ela se sentia protegida.

Deixei os lábios dela e fui até sua orelha, minhas mãos seguravam firme a cintura dela, e eu beijei sua orelha indo até o pescoço, seu ponto fraco.

— Jake... — Ela gemeu um pouco.

Coloquei uma perna de cada lado da cintura dela em me ajoelhei, aos poucos fui levantando a blusa dela até tirá-la pela cabeça. Ela deu um meio sorriso envergonhado e eu me deliciei com aquele sorriso tímido... Com o jeito que ela sempre ficava tímida quando ficava com poucas ou com nenhuma roupa na minha frente.

— Será que algum dia eu vou me acostumar? — ela perguntou ainda tímida.

— Espero que não, uma das partes mais prazerosas para mim é ver esse sorriso tímido — falei.

Beijei a boca dela e fui descendo os beijos para o pescoço, para os seios ainda protegidos pelo sutiã e para o abdômen dela. Ela arfava e se contorcia em baixo de mim.

A saudade que eu estava dela era incontrolável demais, eu queria tudo ao mesmo tempo, parecia um menino tendo sua primeira vez... Eu não sabia muito o que deveria fazer, estava muito nervoso e ansioso.

Desci mais na cama, sentando bem no final, peguei a perna dela e comecei a desamarrar as botas e tirar uma de cada vez. Depois subi um pouco mais para desabotoar a calça que ela usava e depois puxei para tirar do corpo dela.

Ela continuava com o sorriso tímido no rosto, quase se escondendo.

— Eu estou tão nervoso — falei com um sorriso tímido.

— Nervoso... Acho que é a primeira vez que você fica nervoso.

— Na verdade não, todas as vezes que nós dois ficamos juntos eu estava, mas eu nunca disse.

— Então deixa que eu ajude você — ela falou e se sentou na cama de frente para mim.

Ela colocou as mãos na bata do hospital e levantou para passar pela minha cabeça, depois ela me fez deitar na cama e ela deitou por cima de mim.

Ela beijava meu pescoço, minha orelha e meu queixo de forma delicada, mas que me provocavam de uma forma que eu não sabia explicar. Ela passou os beijos para o meu abdômen, como só ela sabia fazer. Eu já tremia de prazer.

Coloquei minhas mãos nas costas dela e soltei o sutiã. Nessie passou a beijar minhas minha boca como se fosse à primeira vez, o beijo delicado e provocante que só ela sabia dar. Eu a virei na cama, para que eu ficasse por cima dela e tirei sua calcinha.

Ela ficou tímida novamente porque eu parei para analisá-la. A mulher mais linda desse mundo.

Deitei sobre ela e ela afastou um pouco as pernas para que eu me encachace, ela flexionou as pernas e eu já sentia liberdade para me aproximar mais dela. Pouco a pouco eu ia me aproximando. Eu beijava sua boca.

Ficando cada vez mais próximo dela, eu já podia a sentir em volta de mim. Quando me aproximei mais ela gemeu e cravou suas unhas em minhas costas e mordeu minha boca.

— Jake — ela disse em um sussurro.

Talvez ela não tivesse acostumada ainda com o meu tamanho. Eu fiquei parado tentando não machucá-la.

Nessie começou a mover o quadril em direção ao meu e eu podia sentir cada vez mais ela em volta de mim.

— Oh! Nessie... — gemi.

Pressionei meu corpo inteiro no dela. Ela mordeu a minha boca tirando um pouco de sangue, as unhas cada vez mais fortes em minhas costas, mas isso pouco importava.

E ela voltou a mover o quadril em direção ao meu como um sinal verde de que eu poderia continuar. Os beijos eram intensos.

Comecei os movimentos sentindo-a por completo, era a sensação mais maravilhosa que eu nunca conseguiria descrever. Os movimentos continuavam mais rápidos e mais fortes.

Depois de um tempo senti nossos espasmos chegarem uma sensação incrível me invadiu e eu podia ouvir os gemidos dela e ela os meus e chegamos ao ápice. Caí cansado sobre o corpo dela e fiquei assim por muito tempo, sentido a respiração e o coração dela se acalmarem.

— Eu amo fazer amor com você — disse cansado com o corpo ainda sobre o dela.

— Fazer amor... É a primeira vez que você usa esse termo — ela falou se acalmando.

— Pode ser a primeira vez que eu uso, mas eu faço amor com você desde a primeira vez — confessei.

Nós continuamos deitados até nos acalmarmos, depois eu deitei ao lado dela e puxei o lençol que estava caído no chão e coloquei sobre os nossos corpos, eu sabia que ela preferia assim já que era tão tímida.

Ela abraçou minha cintura, apoiado a cabeça em meu peito e com uma perna sobre a minha. Eu fiquei fazendo carinho nos cabelos dela.

— Jake — falou suavemente.

— Oi?

— Eu quero. — Ela parou de falar.

— Quer o que? — Incentivei para que ela falasse.

Ela levantou a cabeça para me olhar.

— Casar com você — ela falou tímida —, ou você já desistiu? — ela perguntou como se estivesse falando o maior absurdo do mundo.

— Eu vou te fazer a pessoa mais feliz desse mundo. Como deveria ter sido desde o inicio. – Beijei os lábios dela.

— Não vamos mais falar do passado, vamos pensar daqui para frente.

— Eu prometo ser só seu para o resto da minha vida, por quanto tempo você me quiser. Eu amo você!

— Eu prometo ser sua, só sua, como tem sido desde a primeira vez. Eu amo você!

Eu não precisava de mais nenhuma jura, de nenhum papel que provasse, pois de agora em diante nenhuma mulher no mundo importava mais, elas nunca importaram realmente. Eu amava Nessie mais que tudo em minha vida, até mais que a mim mesmo, e era para ela e por ela que eu viveria até morrer.



FIM!



5 comentários:

  1. Amei!!A historia é linda e envolvente!Simplismente perfeita!

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  2. Obrigada Aninha e Hellen, que bom que gostaram!! (:
    Beijos

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  3. jennifer, que isso floor!! magina!! :D
    Muito obrigada!! (:
    Beijos

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